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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Sexóloga muçulmana fala de religião e sexo na TV e diz 'curar' gays

Repostado do G1.

Com o slogan 'façam sexo por Alá', Heba Kotb tira dúvidas ao vivo na TV.Em entrevista ao G1, ela disse que 'curou gays' em seu consultório.

Giovana Sanchez Do G1, em São Paulo entre em contato


A sexóloga egípcia, com família (Foto: Reprodução/arquivo pessoal)

Ela se diz uma muçulmana conservadora, usa véu e reza cinco vezes por dia. Toda semana, no entanto, Heba Kotb aparece na rede de TV Al Mehwar, do Egito, para falar sobre sexo no islamismo. Durante uma hora, ela, que alega ser a primeira muçulmana doutora em sexologia do mundo árabe, tira dúvidas de seus telespectadores sobre as questões mais diversas envolvendo o tema, como masturbação, ejaculação precoce e frigidez.

Para ela, o sexo é um “presente de Alá” e o homossexualismo, “uma doença que pode ser curada”. Aos 40 anos, Heba atende homens e mulheres em seu consultório, no Cairo, e, em entrevista ao G1 por telefone, se diz feliz por “poder ajudar tantos casais a serem mais felizes”.

Apesar de reconhecer que o tabu em relação ao assunto permanece, ela diz que hoje as mulheres não vêem mais o sexo como sendo um tema predominantemente masculino.

“Elas estão se interessando mais e procurando saber como ter mais prazer com seus maridos”, afirma a médica.

Ela conta que a maioria das queixas que recebe são relativas à dificuldade de alcançar o orgasmo, no caso feminino, e à ejaculação precoce, no caso masculino.

“Eu sempre digo que todos sabem como fazer filhos, mas a questão é como saber aproveitar isso direito.”


Seu site e seu programa são voltados principalmente para o público feminino, que costuma ser menos independente nos países de religião muçulmana de que em países ocidentais. Até a semana passada, por exemplo, as sauditas não podiam se hospedar em nenhum hotel sem a presença de um homem da família. Elas ainda são proibidas de dirigir, votar e de assumir qualquer cargo jurídico – por serem consideradas “sensíveis demais para julgar”.

A sexóloga Heba Kotb recebe diploma da Academia Americana de Sexologia Clínica (Foto: Reprodução/arquivo pessoal)

O primeiro programa da "Dra. Ruth", o "Big Talk" (Conversa Aberta), não veio sem críticas. Religiosos e até autoridades mais conservadoras criticaram duramente o fato de uma mulher falar de sexo na TV. Mas ela é otimista. “Eu esperava mais críticas. Sei que cada um tem sua opinião, mas no geral acho que fui bem recebida.”

Gays curados

Para a doutora Heba, há algumas práticas que não estão de acordo com o Islã e outras que são verdadeiras doenças. A masturbação, por exemplo, é condenada. “Eu encorajo as mulheres a conhecerem seus corpos, a não serem tímidas com seus parceiros, mas de forma alguma isso inclui masturbação. Acredito que essa seja uma prática desnecessária.” Já a homossexualidade é considerada uma doença por Heba. “Já recebi pacientes homossexuais que foram tratados, que passaram a olhar para uma mulher e desejá-la. Acredito que seja uma doença e que tenha tratamento.”

Falta informação

Com quase 15 anos de experiência, o que mais chama atenção da médica nem é tanto a timidez ou a falta de diálogo entre os casais.

“O que percebo é que falta informação. E isso resolveria muito dos problemas que vejo. Não há nada de errado com a nossa cultura. Temos um problema informacional.”

Comentários: Apesar de revolucionária e de ainda não ter sido decapitada, a sexóloga ainda se atém valores morais absurdos, como a proibição da masturbação. Como se Deus, ou Alá, ou o que quer que seja se importasse com o que fazemos ou deixamos de fazer com nosso corpo. A masturbação é uma prática universal, que visa à renovação do esperma masculino já produzido e acumulado, para que um esperma mais novo seja produzido, com maior chance de perpetuar a espécie, pois células mais velhas tendem a agir como pessoas velhas (mais lentamente e menos eficientemente). A proibição dessa prática é, no mínimo, RIDÍCULA, para não dizer absurda. Com relação aos homossexuais, ainda não se sabe se existe algum fator genético envolvido no homossexualismo ou se realmente é ou não uma doença. Mesmo assim, presumo que ela só 'cure' os que foram ao seu consultório, ou seja, homossexuais que de certa forma não estavam satisfeitos com a sua opção.