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domingo, 6 de janeiro de 2008

Casamento

Ontem fui a um casamento (o primeiro desde que me tornei ateu) e algo me chamou muito a atenção. Foi um casamento católico, tudo bem. O padre até que falou bem, não ficou se estendendo por horas, foi direto ao assunto.

Mas o que me chamou a atenção foi aquilo que Richard Dawkins chama de vírus. Detectei, sem querer, uma das fontes de infecção desse vírus de transmissão da religião. Está bem ali, disfarçada, de forma inofensiva, escondida mesmo no rito matrimonial da Igreja Católica. Vou colocar aqui e sublinhar a passagem que me chamou a atenção.


Cel.
Aqui viestes, N. e N. para que, na presença do sacerdote e da comunidade cristã, o vosso amor seja marcado por Cristo com um sinal sagrado. Cristo abençoa o vosso amor. Já vos tendo consagrado pelo batismo, vai enriquecer-vos agora com o sacramento do matrimônio, para que sejais fiéis um ao outro e a todos os vossos deveres. Por isso eu vos pergunto: N. e N. viestes aqui para unir-vos em matrimônio. É de livre e espontânea vontade que o fazeis?

Noivos
Sim.

Cel.
Abraçando o matrimônio, ides prometer amor e fidelidade um ao outro. É por toda a vida que o prometeis?

Noivos
Sim.

Cel.
Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar, educando-os na lei de Cristo e da igreja?

Noivos
Sim.

Cel.
Para manifestar o vosso consentimento em selar a sagrada aliança do matrimônio, diante de Deus e de sua igreja, aqui reunida, dai um ao outro a mão direita. N. queres receber N. por tua legítima esposa e lhe prometes ser fiel, amá-la e respeitá-la na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da tua vida?

Noivo
Quero.

Cel.
N. queres receber N. por teu legítimo esposo e lhe prometes ser fiel, amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da tua vida?

Noiva
Quero.

Cel.
Deus confirme este compromisso que manifestastes perante a igreja e derrame sobre vós as suas bênçãos! O que Deus uniu o homem não separe.

Noivos
Amém.


Repararam bem? Ou seja, está ali, embutida, sem contexto algum, uma lavagem cerebral sutil, para que os noivos, embargados pela emoção do casamento em si, nem percebam que, inconscientemente, estão aceitando para seus cérebros a informação de que os filhos, que ainda nem chegaram, serão educados pelos preceitos da Igreja Católica. E aonde fica, neste meio, a vontade da criança que ainda nem nasceu? Será que ela quer ser educada de acordo com o que prega a Igreja Católica? Será que ela quer acreditar em Deus? Minha namorada, que estava comigo (e não é atéia e, por isso, estava morrendo de medo das minhas reações na cerimônia), sem que eu precisasse falar nada, me disse: a gente combina com o padre para ele pular essa parte no nosso casamento. Por quê? Porque minha resposta seria óbvia: "Sim, receberei com amor os filhos que vierem, porém os educarei de acordo com o que for cientificamente aceito à época de seu nascimento. Não os forçarei a acreditar em nada que não seja comprovadamente verdadeiro nem os obrigarei a freqüentar lugar algum que não seja necessário até que tenham maturidade suficiente para fazê-lo, ou não, por livre e espontânea vontade."

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A Psicologia por Trás dos Cultos Religiosos




Traduzido por Daniel Vasques de http://hypnosiscontrol.com/the-psychology-behind-cultsreligion/

Os cultos mantêm seus seguidores colocando-os através de um ciclo de altos e baixos. Há uma psicologia por trás dessa tática e ela consiste em explorar os membros e torná-los dependentes do culto. Essa lavagem cerebral é muito eficiente e é importante que as pessoas entendam como ela funciona.

Se olharmos na Wikipedia, "Culto, a grosso modo, se refere a um grupo social coeso devotado a crenças ou práticas que a cultura em volta considera fora da corrente principal."

Assim, todas as religiões são cultos. Se um culto em particular é considerado ou não uma religião depende dos costumes locais e tradições de uma determinada área.

Agora à Psicologia da Lavagem Cerebral

Lavagem cerebral ou reforma de pensamento é a técnica que todos os cultos usam para manter membros antigos e recrutar novos membros. A meta é modificar as atitudes, comportamentos e crenças de todos os membros.

Que fique claro que isso pode acontecer em uma vasta gama de situações. Isto NÃO requer um ambiente isolado, abuso físico nem controle completo de um recruta. Essas táticas ajudam a tornar a lavagem cerebral mais efetiva, porém não são necessárias.

A característica importante acerca da lavagem cerebral é que ela é feita repetidas vezes para atingir a meta desejada. Quando as pessoas param de pensar independentemente por si próprias, quando param de questionar seu próprio senso de certo e errado, e quando se recusam a ouvir informação que entra em conflito com suas próprias crenças... então seus cérebros foram efetivamente lavados.

Ache ou Crie Recrutas Vulneráveis

Pessoas passando pela perda de um ente querido, pela perda de um emprego, uma situação desconfortável ou frustrante, etc., pode ser considerada vulnerável (basicamente qualquer coisa que o torne triste, ansioso ou bravo). Cultos são especialmente bons em encontrar essas pessoas. Muitos grandes cultos enviarão missionários a países de terceiro mundo e áreas devastadas pela guerra onde existem muitas dessas pessoas. Em áreas mais desenvolvidas, os cultos almejam locais onde essas pessoas se concentram, tais como campi de faculdades e áreas hospitalares.

Um recrutador de um culto vai "estender a mão" e fazer essas pessoas perceberem que "lhes falta algo". O recrutador alegará ter a solução para esse problema. A Cientologia usa um "teste de personalidade" para mostrar a um recruta como ele pode melhorar a sua personalidade. Recrutadores para o Cristianismo e o Islamismo com freqüência dirão que você irá para o "inferno" ou enfrentará "a danação eterna" quando você morrer, e que você pode ser "salvo". Os Budistas e os Hare Krishna usarão o guiso da felicidade para demonstrar que eles possuem algo que os faz felizes, apesar de pobres. O Hinduísmo dirá que você tem uma "alma perdida" e oferece "orientação espiritual". A primeira intenção do recrutador do culto, de início, é explorar a vulnerabilidade do recruta e fazê-lo se sentir pior acerca de sua situação.



Evangélicos



Faça o Recruta Derrubado se Sentir Bem

O recrutador vai então recompensar o recruta com suporte social quando ele ou ela ouve e concorda com a propaganda. Freqüentemente o recrutador oferecerá assistência pessoal para conseguir que o novo recruta entre no ambiente isolado do culto. Essa interação positiva ajuda a fazer com que o novo recruta entre em uma construção própria do culto. Esses ambientes isolados dos cultos levam nomes distintos: igreja, sinagoga, mesquita, centro de dianética, jinja, mandir, torre de vigia, santuário (para nomear alguns). O encorajamento do recrutador faz o novo recruta se sentir bem e melhora sua auto-estima. Esse passo reforça que o culto e qualquer coisa envolvida com o culto é boa.


Templo Hainan

Use a Culpa Para Tornar a Derrubar o Recruta

No ambiente isolado do culto, um membro do culto explicará por que ele ou ela é ruim/mau/impuro. As coisas que tornam uma pessoa "má" são geralmente comportamentos humanos normais e aceitáveis e assim é inevitável que o recruta seja culpado desses "males". Coisas como sexo e uso de drogas são quase universalmente rejeitados pelos cultos. Comportamentos que são na verdade adaptativos em muitas situações, tais como desonestidade, furto e violência, são sempre ruins. Portanto, de acordo com o culto, NUNCA é correto mentir, trapacear, furtar ou mutilar em nenhuma situação, não importando o dano em potencial ou o ganho pessoal. Muitos cultos também vão alegar que a crença em um(ns) ser(es) sobrenatural(ais) é um requerimento para ser "puro". O recruta acaba se sentindo culpado por sua impropriedade e acredita que sua infelicidade era sua culpa. A auto-estima do recruta vai cair por causa de sua culpa. O Cristianismo e o Judaísmo têm os 10 mandamentos. O Islamismo e o Mormonismo têm uma lista ainda maior de mandamentos. O Budismo tem as 5 percepções. O Budismo tem as regras do karma e dharma. E cada culto tem seu único conjunto de regras.



Traga a Auto-estima do Recruta de Volta Para Cima

Agora que o recruta foi derrubado para baixo de novo pela culpa, os membros do culto vão empenhar-se em trazer a auto-estima do recruta de volta para cima. O culto vai pedir ao recruta para confessar todos os seus erros aos outros membros. Quando o recruta expõe sua culpa ao culto, os membros dão ao recruta enaltecimento e declaram que o recruta está no caminho da "salvação". A liberação da culpa faz o recruta perceber que não é ele ou ela que está errado, mas sim suas crenças. O culto vai dizer ao recruta para seguir as regras e voltar ao local "sagrado" com uma freqüência regular. Isso significa retornar ao ambiente isolado do culto pelo menos toda semana, senão mais freqüentemente. O novo recruta então vai embora se sentindo feliz e aliviado.



Continue o Ciclo de Derrubar e Levantar os Membros do Culto

Ao longo da semana o membro do culto vai provavelmente cometer um dos "pecados" e se sentir culpado. Atribuirá qualquer tristeza, ansiedade ou raiva às suas crenças defeituosas. Retornará ao ambiente do culto em baixa. Na reunião semanal, o culto usará a influência social de um grande grupo de pessoas para agora induzir culpa e derrubar membros mais para frente. A confissão de erros e a "bondade" do culto vai mais uma vez ser usada para elevar a auto-estima de todos.

O ciclo se repete semana após semana.



A Perda de Identidade e a Exploração

Por fim, a auto-valoração do membro do culto se torna dependente do culto em si. O valor do culto propriamente dito substitui qualquer valor individual. Os membros do culto sentem que qualquer felicidade é por causa do culto, e os "pecados" do mundo real são a causa de sua infelicidade.

Uma vez que o indivíduo tenha atingido este ponto, ele também vai ter perdido a maior parte do seu pensamento independente. O culto então explora o membro por seu tempo e seus recursos. Doações de dinheiro são obrigatórias em todos os cultos. Membros de cultos alegarão que a doação não é obrigatória, contudo não doar ou tirar dinheiro do culto é um "pecado maior". Dízimo, contribuições voluntárias, doações sacrificiais, intendência voluntária, tzedakah, alms e zakat são alguns nomes para essas doações obrigatórias. Em todos os cultos doar dinheiro é considerado "sagrado" e respondido com enaltação (estranho que mesmo o sobrenatural obedeça o todo-poderoso $$).

Como em qualquer negócio, a intenção dos cultos não é realmente ajudar os membros, mas sim lucrar com eles. Diferentemente dos outros negócios, cultos não pagam impostos. Essa distinção é um resultado de políticos e outros oficiais do governo sendo membros dos cultos eles próprios. A influência dos cultos está espalhada em todos os países do mundo. Esperançosamente, informações como essas vão ajudar as pessoas a perceber essas técnicas de controle da mente e de manipulação.