Repostado de Folha OnLine
O órgão regulador das telecomunicações do Paquistão informou que o bloqueio ao YouTube no país foi suspenso nesta terça-feira (26). O embargo ao site foi decretado na última sexta-feira (22), supostamente devido à divulgação de vídeos antiislâmicos.
De acordo com a PTA (Pakistan Telecomunication Authority), os provedores de acesso no país foram orientados a restabelecer o acesso ao YouTube, depois que um vídeo considerado "profano" foi retirado do site.
O governo não especificou qual foi a ofensa publicada no portal, mas conforme um representante da PTA, a medida foi tomada por conta de trechos de um filme que ainda será lançado pelo holandês Geert Wilders.
De acordo com Wilders, o filme pretende mostrar a religião islâmica como sendo fascista e que incitaria a violência contra mulheres e homossexuais.
A PTA havia pedido aos internautas do país que escrevessem ao Youtube solicitando que o site removesse vídeos considerados repreensíveis do ponto de vista da religião islâmica. Segundo as autoridades, o bloqueio só seria suspenso caso os filmes saíssem do portal.
"Nós demos instruções para que todos os provedores de internet desbloqueassem o YouTube, já que o conteúdo em questão foi removido do site", afirma Khurram Mehran, porta-voz da PTA.
Efeito global
Apesar de a intenção ter sido bloquear o YouTube apenas no Paquistão, a medida afetou grande parte da internet mundial no fim de semana. Segundo a Renesys Corp, empresa que monitora o tráfego na rede, dois terços dos internautas foram impedidos de acessar o site durante algumas horas do domingo (24).
De acordo com a empresa, os maiores efeitos ocorreram na Ásia, onde o bloqueio durou cerca de duas horas.
Um especialista disse à Associated Press que o bloqueio mundial ocorreu em função do método de bloqueio utilizado pela Pakistan Telecom, uma empresa de telecomunicações paquistanesa.
Histórico
O Paquistão não foi o único a impedir o acesso ao YouTube. O problema já foi registrado em países como Tailândia, Marrocos, Turquia, China e Brasil.
Em janeiro do ano passado, uma decisão judicial provocou o bloqueio temporário do YouTube no Brasil devido à exibição do vídeo de Cicarelli em cenas íntimas numa praia. O bloqueio irritou usuários, que protestaram contra a modelo. Cicarelli chegou a negar ser autora do processo judicial, mas depois pediu desculpas aos internautas.
Com informações das agências Associated Press, France Presse e Efe
Comentário: E ainda tem gente que acha que meus comentários são agressivos e que eu sou ateu convicto motivado por uma fé cega no ateísmo. Olha só que interessante. Em pleno século XXI, temos que assistir quietos a essa demonstração de imbecilidade completa proveniente de imbecis que acham que um vídeo que coloque em questão as suas crenças religiosas seja 'criminoso'. Ora, criminosos são eles, que proíbem que um site de veiculação mundial seja exibido em diversos países por conta dessas crenças descabidas e idiotas. Desculpem a minha acidez ao falar, mas esse tipo de coisa me irrita. Fosse assim, nós ateus sairíamos proibindo todos os vídeos debilóides que mostram um pastor pregando e 'tirando o demônio do corpo' de alguém. Isso me faz rir. Como é que autoridades mundiais ainda mantêm esse respeito imposto pela religião? Respeito não se impõe; se conquista. E danem-se todas as religiões.