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sexta-feira, 21 de março de 2008

Contra o aborto, igreja usa réplica de feto durante missa

Respostado da Folha Online

Em nova ofensiva contra o aborto, a Igreja Católica do Rio passou a usar fetos de resina e vídeos durante missas e palestras, informa reportagem de Malu Toledo e Johanna Nublat publicada na edição desta terça-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

"Em paróquias do Rio, como a Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, zona sul, uma almofada com a escultura de um feto é levada até o altar nas missas dominicais e é mostrada entre os freqüentadores. Na igreja Santa Margarida, na Lagoa, o "feto' está dentro de um vidro com gel, como se tivesse na placenta, exposto no altar", afirma a reportagem.

No total, foram confeccionados 600 bonecos em forma de feto para serem distribuídos nas 264 paróquias da cidade e usados nas missas de domingo durante a Quaresma. O combate ao aborto é tema da campanha da fraternidade deste ano da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). O lema é "Escolhe, pois, a vida".

Mais polêmica é a exibição de quatro vídeos com cenas reais de fetos sendo retirados de mulheres. Neles, médicos descrevem como é feito o procedimento.

Em Ipanema, uma trilha sonora dramática acompanha uma das imagens mais chocantes: um feto sendo arrancado pela cabeça.

Comentário: Ridículo. Todos os dias coçamos nossos narizes e matamos trilhões de células vivas que potencialmente poderiam gerar um ser humano. Minha opinião, se é que conta alguma coisa, é que o corpo é da mulher e a decisão é primariamente da mulher. Infelizmente, devido a conceitos religiosos estúpidos arraigados em nossa cultura, o aborto (que acontece espontaneamente muitas vezes - mesmo "Deus" valorizando a vida como dizem) é visto como prática de assassinato. Normalmente, na idade gestacional em que é produzido, o feto não tem sistema nervoso central formado, ou seja, não pensa nem sente nada. E, como almas não existem, nada há que contraindique tal prática. Exceto as questões legais, que deveriam ser revistas por pessoas que pensam, e não por crédulos religiosos.