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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Livro ateu para crianças gera polêmica na Alemanha

Repostado da Folha On-Line

Um livro ateu para crianças gerou polêmica na Alemanha e seu autor, Michael Schmidt-Salomon, foi acusado de anti-semitismo. Segundo seus críticos, o escritor fez o retrato de um rabino de uma forma que lembrou as caricaturas de judeus nos anos 30.

O governo alemão pediu à Central para Escritos Perigosos para a Juventude que estude a inclusão da obra numa lista que adverte para produtos inconvenientes para jovens.

Schmidt-Salomon satirizou a acusação de anti-semitismo, ao lembrar que já foi acusado de "agente de Israel". "Faz pouco tempo a televisão iraniana me acusou de ser um agente de Israel, que com o Conselho Central dos Muçulmanos iniciei um ataque tipicamente judeu contra o Islã. Por isso, essa etiqueta de anti-semita veio bem para meu currículo. Não deve haver muitos agentes de Israel que sejam anti-semitas", afirmou o escritor, em seu site.

O livro "Qual o caminho até Deus?, pergunta o porquinho" tem sido criticado também por reduzir as três religiões monoteístas às suas variações fundamentalistas. Os personagens centrais são um porquinho e um ouriço, que conversam sobre Deus, além de um rabino ultra-ortodoxo, um imã muçulmano e um bispo.

Schmidt-Salomon, presidente da Fundação Giordano Bruno, que tem como objetivo propagar o pensamento laico pela Alemanha, tem respondido a essas críticas sugerindo que a religiosidade autêntica é sempre fundamentalista.

"Não devemos confundir a religião 'light' com a autêntica religião. O fato de que a maioria das pessoas neste país não padeçam de uma obsessão religiosa ou que somente a sofram em doses homeopáticas não quer dizer que não seja socialmente significativamente neste mundo", afirmou.

Os defensores do livro de Schmidt-Salomon o chamam de "Dawkins para crianças", em um alusão a Richard Dawkins, por sua obra best-seller contra a religiosidade, e já iniciaram uma campanha contra a intenção do Ministério da Família.

O Ministério está convencido de que a obra, com sua ridicularização das três religiões, incita o ódio e por isso, deve ser considerado perigosa para a juventude. Estima-se que a decisão de incluir a obra nessa lista seja anunciada no início de março.

Comentário: típico. O governo sempre tenta calar a voz da razão. Veja se alguém proíbe as crianças de ler a Bíblia, mesmo com todas as passagens filicidas, homofóbicas, homicidas, escravocratas e genocidas, bem como as de preconceitos contra as mulheres. Não. A Bíblia qualquer um pode ler. É um livro suave e de gostosa leitura. Pura hipocrisia. No mínimo algum imbecil do governo prefere as "vendas da cegueira" que a religião coloca nos olhos de quem acredita e quer impedir o autor do livro de prevenir as crianças de ficarem cegas por opção. REVOLTANTE, ULTRAJANTE, IMBECIL, para não dizer RIDÍCULO. E pensar que com a morte de Hitler os alemães eram um povo mais desenvolvido. Ledo engano.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Projeto de Lei absurdo

Repostado de Portal da Câmara dos Deputados
Projeto - 28/01/2008 15h54

Crimes contra religião poderão ter penas maiores
Bernardo Hélio

Henrique Afonso quer que crimes contra religião constem da Lei Anti-Racismo.
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2024/07, do deputado Henrique Afonso (PT-AC), que aumenta a pena para os crimes contra a religião e os religiosos. Pela proposta, quem escarnecer publicamente de alguém devido a crença religiosa, impedir ou perturbar culto ou desrespeitar publicamente ato ou objeto religioso será punido com reclusão de um a três anos. Se houver emprego de violência, a pena será aumentada em 1/3, sem prejuízo da pena correspondente à violência.

Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) prevê detenção de um mês a um ano ou multa para esse tipo de crime. A proposta revoga o artigo do Código Penal, transferindo-o para Lei Anti-Racismo (7.716/89), que "constitui diploma legal específico que já trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito", conforme lembra o deputado.

Henrique Afonso destaca que, embora a Constituição assegure a liberdade de crença, "cultos e religiões têm sido alvo de críticas e ofensas crescentes e injustas". O deputado lembra que incluem-se entre as ocorrências mais graves roteiros de ódio, rancor e desrespeito aos templos, objetos e sentimentos religiosos. "A responsabilidade por tais atitudes muitas vezes é também de quem dá apoio à divulgação", afirma.

Na opinião do parlamentar, é urgente aumentar a pena para esses casos. "Pretendemos evitar que o réu se livre com a concessão de benefícios, como a transação penal e a suspensão condicional do processo", afirma.

Tramitação

A proposta, sujeita à análise do Plenário, foi enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:- PL-2024/2007

Comentário:

Faço minhas as palavras de Richard Dawkins, em seu livro "Deus, um delírio"

Na verdade, quando se analisa a linguagem de Deus, um delírio, ela é menos destemperada ou estridente do que a que achamos muito normal — quando ouvimos analistas políticos, por exemplo, ou críticos de teatro, arte ou literatura. Minha linguagem só soa contundente e destemperada por causa da estranha convenção, quase universalmente aceita (veja a citação de Douglas Adams nas páginas 45 e 46), de que a fé religiosa é dona de um privilégio único: estar além e acima de qualquer crítica.

Meu modelo aqui foi um dos escritores mais engraçados do século xx, e ninguém chamaria Evelyn Waugh de histérico ou estridente (até entreguei o jogo ao mencionar seu nome na anedota que vem logo depois, na página 55). Críticos de literatura ou de teatro podem ser zombeteiramente negativos e ganhar elogios pela contundência sagaz da resenha. Mas nas críticas à religião até a clareza deixa de ser virtude para soar como hostilidade. Um político pode atacar sem dó um adversário no plenário do Parlamento e receber aplausos por sua combatividade. Mas basta um crítico sóbrio e justificado da religião usar o que em outros contextos seria apenas um tom direto para a sociedade polida balançar a cabeça em desaprovacão; até a sociedade polida laica, e especialmente aquela parte da sociedade laica que adora anunciar: “Sou ateu, MAS…”.

É tudo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Isenção de Impostos do Clérigo no Fim

Traduzido por Daniel Vasques de http://news.nky.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/AB/20071217/NEWS0103/712170361

Por ação judicial, lei estadual incita a mudança

POR BRENNA R. KELLY BKELLY@NKY.COM

BURLINGTON - Sacerdotes no Condado de Boone foram isentos de pagar impostos sobre salários por sete anos, mas o clérigo pode logo perder essa vantagem.

O Condado planeja remover a isenção terça-feira em resposta a uma nova lei estadual, a Constituição do Estado e um processo movido por um ateu que alega que a isenção não é justa.

Uma vez removida a isenção, os salários dos sacerdotes estariam sujeitos à taxa de 0,8% que todos os trabalhadores do Condado devem pagar. Como a lei do Condado para de cobrar impostos depois que alguém ganha $51.257 por ano, o máximo que um sacerdote poderia pagar no próximo ano em impostos seria $410,06.

A Tesoureira do Condado de Boone Lisa Buerkley não espera que os impostos sobre os sacerdotes gere muito dinheiro.

"Não é por causa do dinheiro, é por causa da obediência à lei", Buerkley disse.

O Condado deu a eles a isenção em 2000 depois de uma sentença na Corte do Circuito do Condado de Kenton que afirmava que os impostos violavam o direito da Primeira Emenda dos sacerdotes de liberdade de religião.

A sentença também afirmava que tal isenção não violava a Constituição Estadual, disse Jim Parsons, administrador do Condado de Boone na época.

Depois da sentença, um sacerdote de Florença ameaçou processar o Condado de Boone se este não permitisse a isenção, disse Parsons.

"Foi um impacto muito pequeno em nossa receita, então decidimos ir em frente", Parsons disse.

O Condado foi processado de qualquer forma, não pelo sacerdote, mas por Edwin Kagin, um residente da União e ateu.

Kagin, que é diretor legal da "American Atheists", disse que a isenção viola a Seção 5 da Constituição de Kentucky.

A seção diz que grupos religiosos não podem ter preferência sob a lei. Segue assim: "nem pessoa alguma deve ser compelida a freqüentar qualquer lugar de veneração, contribuir com a construção ou manutenção de tais lugares nem com o salário ou suporte de qualquer sacerdote de qualquer religião."

Se todos têm que pagar o imposto, exceto os sacerdotes, "você está contribuindo para que eles se mantenham", Kagin disse.

Em protesto, Kagin disse, ele não pagou o imposto por vários anos até que o Condado ameaçou processá-lo. A ação judicial de Kagin está pendente desde 2005, mas ela decairá se o Condado remover a isenção, ele disse.

Kagin falou que não tinha sido sincero sobre a mudança porque ele não queria que as pessoas pensassem que a ação proposta era pró-ateísmo.

"É na verdade pró-Constituição", ele disse. "Todo mundo devia ficar indignado que os sacerdotes são isentos de pagar os impostos devidos."

A questão da isenção dos sacerdotes tem sido interpretada de diferentes maneiras por advogados.

Mas uma lei que o Legislativo passou em 2006 parece esclarecer qualquer confusão, disse o Procurador do Condado de Boone Bob Neace.

Essa lei, que entrou em vigor em julho de 2006, diz que "Sacerdotes de religião devidamente ordenados, comissionados, ou licenciados devem ser sujeitos às mesmas taxas de licensa impostas aos outros no Condado no que diz respeito a salários, pagamentos, comissões e outras formas de compensação recebidas por trabalho feito e serviços prestados.

O Condado deve obedecer com a nova lei do Estado, Neace disse.

"Se o estatuto não existe, temos então um argumento de que podemos ter aquela isenção?" ele disse. "Eu acho que está aberto a interpretações."

No Condado de Campbell, os sacerdotes ainda são isentos dos impostos de 1,05% sobre os salários, disse Linda Eads, a gerente ocupacional de impostos do Condado.

Eads disse que a nova lei foi discutida na conferência da Associação de Licença Ocupacional de Kentucky no ano passado.

"Estou ciente disso," ela disse. "Discutimos na conferência da ALOK (KOLA, no original) e decidimos que ninguém vai nos processar para que lancemos impostos sobre eles."

O Condado de Kenton não retornou as ligações sobre os impostos salariais.

Comentário: já é um progresso. Pelo menos tem lugar que já percebeu que é um roubo padre e pastor não pagar imposto para ficar andando de Mercedes e Rolls Royce. Faltam ainda os cegos de fé tirarem as vendas e os óculos escuros e enxergarem um pouco melhor. Mas já estamos caminhando, não é?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Matéria Revista Veja

Interessantíssima essa matéria sobre ateísmo.

Não é todo dia que podemos nos deparar com textos bem escritos, embora com um certo quê de panos quentes em cima do tema, em revistas de grande circulação.

O link está aí: http://veja.abril.uol.com.br/261207/p_070.shtml

Algumas reportagens ainda estão bloqueadas. Vale a pena comprar a revista.

Mas em duas semanas eles prometeram desbloquear. Pelo menos é o que diz o site das revistas da editora Abril.