Mostrando postagens com marcador cultos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultos. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de dezembro de 2007

Psiquiatras são os menos religiosos de todos os médicos

Traduzido por Daniel Vasques de http://www.richarddawkins.net/article,1600,Psychiatrists-are-the-least-religious-of-all-physicians,PhysOrgcom

Link original: http://www.physorg.com/news108005993.html

Uma pesquisa nacional sobre práticas e crenças religiosas de médicos Americanos descobriu que os menos religiosos dos médicos de todas as especialidades são os psiquiatras. Entre os psiquiatras que têm uma religião, há duas vezes mais Judeus e alguns poucos são Protestantes ou Católicos, as duas religiões mais comuns entre médicos no geral.

O estudo, publicado em na edição de Setembro de 2007 de Psychiatric Services, também descobriu que médicos religiosos, especialmente Protestantes, têm menor probabilidade de encaminhar seus pacientes ao psiquiatra, e maior probabilidade de enviá-los a membros do clérigo ou a um conselheiro religioso.

"Algo na psiquiatria, talvez suas conexões históricas com a psicanálise e as visões anti-religiosas dos primeiros analistas, como Sigmund Freud, parece dissuadir estudantes médicos religiosos de escolher a especialização nessa área," disse o autor do estudo Farr Curlin, médico, professor assistente de medicina na Universidade de Chicago. "Parece também desencorajar médicos religiosos de encaminhar seus pacientes aos psiquiatras."

"Pesquisas anteriores documentaram o perfil religioso incomum da psiquiatria," ele disse, "mas esse é o primeiro estudo a sugerir que esse perfil leva muitos médicos a desviarem o olhar dos psiquiatras quando buscam ajuda para o sofrimento psicológico e espiritual de seus pacientes."

"Porque os psiquiatras cuidam de pacientes que lutam contra problemas emocionais, pessoais e de relacionamento," Curlin disse, "a lacuna entre a religiosidade do psiquiatra médio e do paciente médio pode tornar difícil para eles se conectarem em um nível humano."

Em 2003, para aprender sobre a contribuição de fatores religiosos nas práticas clínicas dos médicos, Curlin e colegas pesquisaram 1820 médicos de todas as especialidades, incluindo um número aumentado de psiquiatras; 1144 (63%) médicos responderam, incluindo 100 psiquiatras.

A pesquisa continha questões sobre especialidades médicas, religião e medidas daquilo que os pesquisadores chamaram de religiosidade intrínseca - a extensão até a qual os indivíduos abraçam sua religião como "o motivo mestre que guia e dá significado às suas vidas".

Embora 61% de todos os médicos americanos fossem ou Protestantes (39%) ou Católicos (22%), apenas 37% dos psiquiatras eram Protestantes (27%) ou Católicos (10%). 29% eram judeus, comparados com 13% de todos os médicos. 17% dos psiquiatras listaram sua religião como "nenhuma", comparado com apenas 10% de todos os médicos.

A pesquisa de Curley também incluía essa breve vinheta, designada para apresentar "sintomas ambíguos de agonia psicológica" como forma de medir a disposição dos médicos de encaminhar pacientes a psiquiatras:

"Um paciente se apresenta a você com pesar profundo e contínuo dois meses após a morte de sua esposa. Se você fosse encaminhar o paciente, para qual dos seguintes você preferiria encaminhar primeiro? (um psiquiatra ou psicólogo, um membro do clérigo ou conselheiro religioso, um capelão do sistema de saúde ou outro)"

No geral, 56% dos médicos indicaram que encaminhariam o paciente ao psiquiatra ou psicólogo, 25% a um membro do clérigo ou outro conselheiro religioso, 7% a um capelão do sistema de saúde e 12% a outra pessoa.

Embora médicos Protestantes tivessem apenas metade da probabilidade de encaminhar o paciente ao psiquiatra, médicos Judeus eram mais propensos a fazê-lo. Os que menos encaminhavam eram os Protestantes mais altamente religiosos que freqüentavam a Igreja pelo menos duas vezes por mês e procuravam por orientação de Deus "bastante ou quase sempre".

"Os pacientes provavelmente procuram, em algum grau, médicos que compartilhem suas visões sobre as grandes questões da vida," Curlin disse. Isso pode ser especialmente verdadeiro na psiquiatria, onde a comunicação é tão essencial. A incompatibilidade entre crenças religiosas de psiquiatras e pacientes pode tornar difícil para os que sofrem de problemas emocionais ou pessoais encontrarem médicos que partilhem seu sistema de crenças fundamentais.

Fonte: Universidade de Chicago
Data da publicação: 03/09/2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A Psicologia por Trás dos Cultos Religiosos




Traduzido por Daniel Vasques de http://hypnosiscontrol.com/the-psychology-behind-cultsreligion/

Os cultos mantêm seus seguidores colocando-os através de um ciclo de altos e baixos. Há uma psicologia por trás dessa tática e ela consiste em explorar os membros e torná-los dependentes do culto. Essa lavagem cerebral é muito eficiente e é importante que as pessoas entendam como ela funciona.

Se olharmos na Wikipedia, "Culto, a grosso modo, se refere a um grupo social coeso devotado a crenças ou práticas que a cultura em volta considera fora da corrente principal."

Assim, todas as religiões são cultos. Se um culto em particular é considerado ou não uma religião depende dos costumes locais e tradições de uma determinada área.

Agora à Psicologia da Lavagem Cerebral

Lavagem cerebral ou reforma de pensamento é a técnica que todos os cultos usam para manter membros antigos e recrutar novos membros. A meta é modificar as atitudes, comportamentos e crenças de todos os membros.

Que fique claro que isso pode acontecer em uma vasta gama de situações. Isto NÃO requer um ambiente isolado, abuso físico nem controle completo de um recruta. Essas táticas ajudam a tornar a lavagem cerebral mais efetiva, porém não são necessárias.

A característica importante acerca da lavagem cerebral é que ela é feita repetidas vezes para atingir a meta desejada. Quando as pessoas param de pensar independentemente por si próprias, quando param de questionar seu próprio senso de certo e errado, e quando se recusam a ouvir informação que entra em conflito com suas próprias crenças... então seus cérebros foram efetivamente lavados.

Ache ou Crie Recrutas Vulneráveis

Pessoas passando pela perda de um ente querido, pela perda de um emprego, uma situação desconfortável ou frustrante, etc., pode ser considerada vulnerável (basicamente qualquer coisa que o torne triste, ansioso ou bravo). Cultos são especialmente bons em encontrar essas pessoas. Muitos grandes cultos enviarão missionários a países de terceiro mundo e áreas devastadas pela guerra onde existem muitas dessas pessoas. Em áreas mais desenvolvidas, os cultos almejam locais onde essas pessoas se concentram, tais como campi de faculdades e áreas hospitalares.

Um recrutador de um culto vai "estender a mão" e fazer essas pessoas perceberem que "lhes falta algo". O recrutador alegará ter a solução para esse problema. A Cientologia usa um "teste de personalidade" para mostrar a um recruta como ele pode melhorar a sua personalidade. Recrutadores para o Cristianismo e o Islamismo com freqüência dirão que você irá para o "inferno" ou enfrentará "a danação eterna" quando você morrer, e que você pode ser "salvo". Os Budistas e os Hare Krishna usarão o guiso da felicidade para demonstrar que eles possuem algo que os faz felizes, apesar de pobres. O Hinduísmo dirá que você tem uma "alma perdida" e oferece "orientação espiritual". A primeira intenção do recrutador do culto, de início, é explorar a vulnerabilidade do recruta e fazê-lo se sentir pior acerca de sua situação.



Evangélicos



Faça o Recruta Derrubado se Sentir Bem

O recrutador vai então recompensar o recruta com suporte social quando ele ou ela ouve e concorda com a propaganda. Freqüentemente o recrutador oferecerá assistência pessoal para conseguir que o novo recruta entre no ambiente isolado do culto. Essa interação positiva ajuda a fazer com que o novo recruta entre em uma construção própria do culto. Esses ambientes isolados dos cultos levam nomes distintos: igreja, sinagoga, mesquita, centro de dianética, jinja, mandir, torre de vigia, santuário (para nomear alguns). O encorajamento do recrutador faz o novo recruta se sentir bem e melhora sua auto-estima. Esse passo reforça que o culto e qualquer coisa envolvida com o culto é boa.


Templo Hainan

Use a Culpa Para Tornar a Derrubar o Recruta

No ambiente isolado do culto, um membro do culto explicará por que ele ou ela é ruim/mau/impuro. As coisas que tornam uma pessoa "má" são geralmente comportamentos humanos normais e aceitáveis e assim é inevitável que o recruta seja culpado desses "males". Coisas como sexo e uso de drogas são quase universalmente rejeitados pelos cultos. Comportamentos que são na verdade adaptativos em muitas situações, tais como desonestidade, furto e violência, são sempre ruins. Portanto, de acordo com o culto, NUNCA é correto mentir, trapacear, furtar ou mutilar em nenhuma situação, não importando o dano em potencial ou o ganho pessoal. Muitos cultos também vão alegar que a crença em um(ns) ser(es) sobrenatural(ais) é um requerimento para ser "puro". O recruta acaba se sentindo culpado por sua impropriedade e acredita que sua infelicidade era sua culpa. A auto-estima do recruta vai cair por causa de sua culpa. O Cristianismo e o Judaísmo têm os 10 mandamentos. O Islamismo e o Mormonismo têm uma lista ainda maior de mandamentos. O Budismo tem as 5 percepções. O Budismo tem as regras do karma e dharma. E cada culto tem seu único conjunto de regras.



Traga a Auto-estima do Recruta de Volta Para Cima

Agora que o recruta foi derrubado para baixo de novo pela culpa, os membros do culto vão empenhar-se em trazer a auto-estima do recruta de volta para cima. O culto vai pedir ao recruta para confessar todos os seus erros aos outros membros. Quando o recruta expõe sua culpa ao culto, os membros dão ao recruta enaltecimento e declaram que o recruta está no caminho da "salvação". A liberação da culpa faz o recruta perceber que não é ele ou ela que está errado, mas sim suas crenças. O culto vai dizer ao recruta para seguir as regras e voltar ao local "sagrado" com uma freqüência regular. Isso significa retornar ao ambiente isolado do culto pelo menos toda semana, senão mais freqüentemente. O novo recruta então vai embora se sentindo feliz e aliviado.



Continue o Ciclo de Derrubar e Levantar os Membros do Culto

Ao longo da semana o membro do culto vai provavelmente cometer um dos "pecados" e se sentir culpado. Atribuirá qualquer tristeza, ansiedade ou raiva às suas crenças defeituosas. Retornará ao ambiente do culto em baixa. Na reunião semanal, o culto usará a influência social de um grande grupo de pessoas para agora induzir culpa e derrubar membros mais para frente. A confissão de erros e a "bondade" do culto vai mais uma vez ser usada para elevar a auto-estima de todos.

O ciclo se repete semana após semana.



A Perda de Identidade e a Exploração

Por fim, a auto-valoração do membro do culto se torna dependente do culto em si. O valor do culto propriamente dito substitui qualquer valor individual. Os membros do culto sentem que qualquer felicidade é por causa do culto, e os "pecados" do mundo real são a causa de sua infelicidade.

Uma vez que o indivíduo tenha atingido este ponto, ele também vai ter perdido a maior parte do seu pensamento independente. O culto então explora o membro por seu tempo e seus recursos. Doações de dinheiro são obrigatórias em todos os cultos. Membros de cultos alegarão que a doação não é obrigatória, contudo não doar ou tirar dinheiro do culto é um "pecado maior". Dízimo, contribuições voluntárias, doações sacrificiais, intendência voluntária, tzedakah, alms e zakat são alguns nomes para essas doações obrigatórias. Em todos os cultos doar dinheiro é considerado "sagrado" e respondido com enaltação (estranho que mesmo o sobrenatural obedeça o todo-poderoso $$).

Como em qualquer negócio, a intenção dos cultos não é realmente ajudar os membros, mas sim lucrar com eles. Diferentemente dos outros negócios, cultos não pagam impostos. Essa distinção é um resultado de políticos e outros oficiais do governo sendo membros dos cultos eles próprios. A influência dos cultos está espalhada em todos os países do mundo. Esperançosamente, informações como essas vão ajudar as pessoas a perceber essas técnicas de controle da mente e de manipulação.